domingo, 4 de julho de 2010

Sobre as Actividades desta Unidade Curricular

As participações em Fórum foram muito produtivas pois não só me permitiram reflectir sobre as temáticas propostas como trocar ideias com os outros colegas.

As leituras para as quais as temáticas remetiam foram de modo geral muito enriquecedoras.

A construção do webfólio digital foi um desafio uma vez que nunca tinha construído um blogue. Uma indubitável mais-valia.

Os trabalhos de grupo foram uma forma muito activa de despoletar sinergias.

Sobre os Conteúdos desta Unidade Curricular









No geral considerei todos os temas interessantes particularmente...

... os conceitos de afiliação

... os conceitos de vinculação

... os padrões relacionais

... o Interaccionismo Simbólico

... a escola de Palo Alto

... o conflito na Escola

... o Bullying

A Minha Auto-Avaliação

As Relações Interpessoais sempre me interessaram muito e foi com muito interesse e curiosidade que me inscrevi na unidade Relações Interpessoais.

Estamos sempre a a prender e, mais uma vez, também aprendi nesta unidade curricular.

Gostei particularmente de redescobrir Palo Alto, de aprofundar os conceitos lançados por Vygotsky e de investigar sobre o Bullying.

Gostaria de deixar uma palavra de agradecimento a todos os meus colegas que me apoiaram e me incentivaram ao longo deste semestre.

Gostaria de deixar uma palavra de agradecimento à Professora Doutora Susana Henriques pelas suas orientações e pela sua presença constante na resolução das dúvidas que nos iam surgindo.

Cumpri com o que me foi proposto, mas fico com a sensação de que muito mais há por fazer. É um mundo a descobrir e, por sinal, entusiasmante. Obrigada a todos.

Link para livro de Xesús Jares, Pedagogía de la Convivencia

http://books.google.pt/books?id=Ue6CGTLPXhAC&printsec=frontcover&dq=pedagogia+de+la+convivencia&source=bl&ots=5Dk6kdUuqn&sig=2N9dBhbIqBErQ0jJQIBMU9aSc3A&hl=pt-PT&ei=DzwwTNP8M5G7jAe0t9GWBg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=3&ved=0CCEQ6AEwAg#v=onepage&q&f=false

O livro é muito interessante e alerta-nos para a importância de desenvolvermos na cultura educativa valores como o respeito e a ética,

Integrar para Educar, Educar para Integrar


O seguinte projecto constitui o meu trabalho final da Unidade Curricular de Relações Interpessoais, intitulado
"Integrar para Educar, Educar para Integrar- Um Plano de Convivência na Diversidade":



Índice………………………………………………………………………………… p. 2
Introdução……………………………………………………………………….….…p. 3
1. O Projecto “Integrar para Educar, Educar para Integrar” (IEEI)………..…….p. 4
1.1 O contexto…………………………………………………………..……. p. 4
1.2 Os objectivos ……………………………………………………………..p. 5
1.3 Os destinatários…………………………………………………………...p. 5
1.4 A equipa……………………………………….…………………………..p. 6
1.5 Os recursos ……………………………………………… ………………p. 6
1.6 O plano de actividades ……………………………………………..……..p. 6
1.7 A avaliação……………………………………………………………….p. 7
Considerações Finais……………………………………………………………..…..p. 8
Referências Bibliográficas……………………………………………………………p. 8

Introdução
Este trabalho faz parte da avaliação da Unidade Curricular “Relações Interpessoais- AICE” do Mestrado em Supervisão Pedagógica 2009-2011, da Universidade Aberta, cujo objectivo é a “..elaboração de um "Projecto de intervenção para a promoção de uma Cultura de Convivência, num contexto educativo específico". (Contrato de Aprendizagem).
Tendo presente esta premissa optou-se por elaborar um projecto, com base numa situação real experienciada pela autora, e a que foi dado o nome de “Integrar para Educar, Educar para Integrar” (IEEI).
O homem é um ser eminentemente gregário e as suas competências de gestão das situações em grupo foram, e são, determinantes para o seu sucessso enquanto ser individual e social. A socialização é, hoje em dia, feita em grande parte dentro do contexto educativo formal. Interagir, comunicar, aceitar e ser aceite são acções sistemáticas e permanentes da criança e do adolescente em idade escolar. Aceitar o outro, conviver com o outro, torna-se numa competência cada vez mais premente dentro da escola e cada vez mais decisiva dentro da sociedade alargada. A escola tem de integrar, não só no seu léxico mas também na sua prática, o conceito de Convivência. Sobre os conteúdos de uma Pedagogia da Convivência: “… la convivencia hace referencia a contenidos de muy distinta naturaleza: morales, éticos, ideológicos, sociales, políticos, culturales y educativos, fundamentalmente.” (Jares, 2006, p. 20).
O tema da Convivência é muito recorrente entre os autores da área da Educação, quiçá fruto das suas análises dos fenómenos de conflito e de ruptura social que a sociedade ocidental começou agora a sentir acintosamente. Javier Urra (2009) refere várias vertentes decisivas para o que designa “Educar na Convivência”: educar no ser, educar nos sentimentos, educar na ética, educar na igualdade, educar na tolerância e educar a ser solidário.
O presente projecto refere-se a uma proposta de intervenção educativa com vista a ultrapassar as dificuldades de socialização de alunos de uma escola secundária.


1. Projecto “Integrar para Educar, Educar para Integrar” (IEEI)
1.1 O contexto
A Escola Secundária do Professor Reynaldo dos Santos de Vila Franca de Xira, com 35 anos de existência, foi recentemente integrada num Agrupamento de Escolas do qual é sede. O Agrupamento em causa leva o seu nome e integra duas escolas de ensino pré-escolar e três escolas de 1º ciclo. A sua oferta educativa cobre desde o pré-escolar ao 12º ano de escolaridade com Cursos de Ensino Regular, Cursos de Educação Formação e Cursos Profissionais. Os seus quadros integram 103 professores, 22 auxiliares de acção educativa e 7 funcionários administrativos. A esmagadora maioria dos professores pertencem ao quadro permanente da escola e apresentam uma experiência média-longa de ensino. No geral os professores são dedicados à causa do ensinar e envolvem-se positivamente no desenvolvimento de competências dos alunos. O Agrupamento abrange uma população que ronda os 700 alunos.
A escola situa-se numa zona geográfica que integra uma população de características simultaneamente suburbanas e rurais e a população escolar reflecte exactamente esta diversidade de realidades sócio-económicas. As famílias dos alunos são maioritariamente de classe média, de classe média-baixa e de classe baixa. O desemprego afecta algumas famílias que recorrem cada vez mais aos apoios sócio-educativos escolares.

Nos últimos dois anos as taxas de situações de indisciplina explodiram exponencialmente, sendo uma das situações que preocupa toda a comunidade educativa. O assunto da indisciplina e dos comportamentos desviantes foram alvo de aturada reflexão por parte do Conselho Pedagógico do Agrupamento e foi por isso que, com renovado contentamento, este órgão deu todo o seu apoio ao projecto IEEI.

O projecto IEEI, discutido e provado pelo Conselho Pedagógico, passa a integrar o Projecto Educativo de Escola (PEE) e as suas actividades a fazerem parte do Plano Anual de Actividades (PAA). O Conselho Pedagógico deu também luz verde à criação de Comissão IEEI a qual tem o papel de conselho consultor do projecto e que integra professores, auxiliares de acção educativa, encarregados de educação e um membro da autarquia. Reúnem-se três vezes por ano: para enquadramento e lançamento do projecto, para balanço do projecto em curso e para avaliação do projecto.

1.2 Os objectivos
O projecto IEEI surge como uma tentiva de resposta a muitos dos problemas que alguns alunos sentem na sua vivência escolar. O projecto IEEI pretende ajudar os alunos a integrarem-se positivamente na escola, através de uma relação saudável consigo mesmo e com os outros, tendo presente os pressupostos dos princípios de uma sociedade laica e democrática, pautada por princípios de justiça social com vista à coesão social.

O projecto IEEI constitui-se como um espaço e um tempo de acção no qual alguns alunos se possam rever em termos de interesses e de motivações. O projecto IEEI almeja envolver toda a comunidade educativa no sentido de transmitir a noção de responsabilidade colectiva sobre a correcção de comportamentos desviantes e também no sentido de facilitar os processos integrativos dos alunos em causa.

1.3 Os destinatários
O projecto IEEI é transversal a todos os níveis de ensino dos alunos da Escola Secundária do professor Reynaldo dos Santos. O projecto IEEI desenvolverá actividades de diversas naturezas e será dirigido preferencialmente a alunos referenciados como agentes de comportamentos conflituosos. Os alunos em causa poderão ser identificados pelo órgão de gestão da escola, pelo conselho de turma ou pelo director de turma.
O projecto IEEI procura criar dinâmicas de grupo positivas reforçando a auto-estima e o respeito pelos outros. A importância do grupo é realçada por muitos autores: «Os grupos fornecem à pessoa uma definição reconhecida de modo consensual e uma avaliação de quem é, como se deve comportar e omo será tratada pelo outro.» (Neto, 2000).

O projecto IEEI pretende dinamizar o voluntariado no seio dos discentes procurando integrar nas suas actividades outros alunos que possam dar um contributo positivo, nomeadamente através de acções de mediação de pares. «Os alunos mediadores apoiam os seus pares para que explorem, sistematicamente, os assuntos e efectivem uma resolução de problemas em colaboração.» (Costa & Matos, 2007, p. 77)

1.4 A equipa
O projecto IEEI integra a tempo permanente um professor e um psicólogo que serão os responsáveis pela concepção e implementação do projecto.
Estes elementos procurarão também incluir alunos que possam integrar nas suas Áreas de Projectos actividades afins com o projecto IEEI. Os responsáveis do projecto tentarão também, e de acordo com as actividades em causa, envolver professores, encarregados de educação e auxilires de acção educativa.
Os responsáveis do projecto IEEI respondem perante a Comissão IEEI.

1.5 Os recursos
Ao projecto IEEI é adjudicada uma sala, com boa localização no espaço da escola em termos da movimentação dos alunos. A sala será equipada com 10 computadores, uma impressora, telefone com linha interna e com acesso ao exterior um videoprojector e acesso à Internet.
O projecto IEEI constituirá um centro de custo da escola e disporá de um orçamento a ser definido.

1.6 O plano de actividades
O projecto IEEI propõe-se a realizar diversas actividades anuais as quais se passam a designar de fixas e de flutuantes.

Entre as actividades fixas incluem-se:
- um evento anual, de âmbito alargado que inclua como convidados: alunos, EEs, professores, autarquia e representantes das forças vivas do concelho. Este evento pode ter a forma de um espectáculo e tem como objectivo divulgar as habilidades dos alunos envolvidos no projecto e manter viva a mensagem do projecto dentro da comunidade escolar e social;
- três eventos por ano lectivo, de dimensão mais modesta, e que pode revestir a forma de uma exposição, de um dia aberto, de um debate, etc.

Entre as actividade flutuantes incluem-se:
- dinamização da sala do projecto IEEI;
- organização de um horário de atendimento de acompanhamento psicológico;
- dinamização de acções de tutorias;
- organização de um gabinete de gestão de conflitos;
- dinamização de equipas de mediação de conflitos: “… la mediación debe utilizarse cuando los canales de comunicación están rotos entre las partes en conflicto” (Jares, 2006, p. 171);
- dinamização de ateliers artísticos para os alunos;
- promoção de acções de formação para professores sobre gestão de conflitos e sobre outras temáticas afins;
- promoção de uma “Escola de Pais”.

O plano de actividades será definido antes do início de cada ano lectivo, aprovado em Conselho Pedagógico e incluído no PAA.
O plano de actividades será convertido em um cronograma de acção, o qual deverá ser divulgado a toda a comunidade educativa.
Os responsáveis do projecto IEEI deverão desenvolver esforços no sentido de elaborar um Regimento do Projecto IEEI (a estar concluído no final do 1º período), assim como um Regulamento de funcionamento da respectiva sala (a estar concluído antes da abertura da sala).

1.7 A Avaliação
O projecto IEEI será alvo de dois tipos de avaliação: a interna e a externa.

A avaliação interna é da responsabilidade dos responsáveis do projecto e deverá constar de uma auto-avaliação intermédia e de uma auto-avaliação final.

A avaliação externa é da responsabilidade da Comissão IEEI e será feita no final do ano lectivo. Esta comissão deverá estabelecer mecanismos que lhe forneçam dados sobre a avaliação dos destinatários do projecto e da comunidade educativa no geral.

Considerações Finais
Perante a diversidade de situações que se colocam hoje em dia à escola, importa analisar e tratar selectivamente os desafios que se perfilam. Os conflitos entre alunos, e entre professores e alunos, é uma dolorosa realidade à qual não há como escapar. Tratar o assunto com realismo, com respeito e com assertividade pode ser um caminho a seguir. As respostas não estão garantidas, mas ignorar o assunto não ajuda com certeza.
Promover a divulgação de princípios e de valores que veiculem uma mensagem de respeito por si e pelo outro é certamente decisivo para o desejo de interiorização dos princípios democráticos.

Estamos crentes que, se bem que não em exclusivo, o projecto IEEI contribuirá para que alguns alunos consigam encontrar dentro de si ferramentas que lhes permitam lidar melhor com as suas próprias pessoas e, consequentemente, que lhes potenciem comportamentos e atitudes respeitadores dos outros e consonantes com os princípios democráticos, ou melhor dizendo, convivências saudáveis!


Referências Bibliográficas
- Costa, E.; Matos, P. (2007). Abordagem sistémica do conflito. Lisboa: Universidade Aberta.
- Jares, X. (2006). Pedagogia de la convivência. Barcelona: Graó
- Neto, F. (2000). Psicologia Social (vol.II). Lisboa: Universidade Aberta.
- Urra, Javier (2009). O Pequeno Ditador (15ª edição). Lisboa: A Esfera dos Livros

O Trabalho do Meu Grupo sobre Bullying


No início de Maio deste ano, e no âmbito deste mestrado, constituiu-se o seguinte grupo de trabalho: Isabel Ruivo,Glória Santos,Isabel Silva. O tema do trabalho era o Conflito na Escola. A estimada colega Isabel Ruivo lançou-nos um desafio em termos de metodologia: que o suporte de informação fosse um pequeno vídeo de nossa produção. Pânico geral! Nós, as outras colegasnão sabíamos trabalhar com o MovieMaker e mostrámos as nossas resistências. A Isabel sugeriu-se como realizadora, mostrou-se segura e acabámos por aceitar o desafio. Contribuímos naquilo que pudemos e... a obra nasceu

O Trabalho do Meu Grupo sobre Bullying