segunda-feira, 31 de maio de 2010

É Impossível Não Comunicar

É impossível Não Comunicar


Uma das mensagens importantes do Interaccionismo Simbólico é:


É Impossível Não Comunicar!


Todos os nossos gestos, sons, posturas comunicam algo. Até o silêncio!

O Interaccionismo simbólico

UM pequeno vídeo onde se apresentam três premissas de Blumer, o autor principal do Interaccionismo simbólico

sábado, 29 de maio de 2010


O interaccionismo simbólico, formulação teórica oriunda principalmente do campo da sociologia, é a mais ampla perspectiva sobre o papel da comunicação na sociedade, fornecendo um excelente ponto de partida para muitas outras teorias da interacção social.


De facto, os proponentes do interaccionismo simbólico sustentam que muitas das teorias da comunicação, linguagem e socialização estão realmente incluídas nesse quadro de referência mais amplo.


Na realidade, o interaccionismo simbólico não é uma teoria mas antes uma problemática teórica que pode englobar numerosas teorias específicas. As teorias inter-relacionam-se, sobrepõem-se e inserem-se em padrões teóricos e, frequentemente, é difícil saber onde termina uma teoria e começa outra.


No entanto, todas essas teorias aceitam o princípio fundamental do interaccionismo simbólico, a saber: A comunicação é primordialmente um processo de interacção simbólica


PREMISSAS COMUNS. O interaccionismo simbólico baseia-se num núcleo de premissas comuns sobre comunicação e sociedade.


Manis e Meltzer isolaram seis proposições teóricas básicas do interaccionismo simbólico:


A primeira premissa diz que a mente, o eu e a sociedade não são estruturas distintas mas processos de interacção pessoal e interpessoal.


Em segundo lugar, a interacção simbólica é um ponto de vista que enfatiza a linguagem como o mecanismo primário que culmina na mente e no eu do indivíduo.·


Em terceiro lugar, a mente é concebida como a interiorização de processos sociais no indivíduo.


Em quarto lugar, os interaccionistas simbólicos defendem que os comportamentos são construídos pela pessoa no decurso da sua acção. O comportamento não é puramente reactivo, de um modo mecanicista.


Em quinto lugar, o veículo primário para o comportamento humano é a definição da situação dada pelo actor social.


Finalmente, o eu é constituído, na perspectiva da maioria dos interaccionistas, por definições tanto sociais como pessoais (de natureza única). Nesse sentido, a pessoa contém a sociedade em si mesma, sem, no entanto, ser apenas um espelho dos outros significativos

Porquê Palo Alto?


Porque foi lá que se desenvolveu o Interaccionismo Simbólico.


A Escola de Palo Alto surgiu na Califórnia, nos anos 50, do século XX.


Reuniu sociólogos, antropólogos, psicólogos e outros especialistas formando uma corrente de investigação com o objectivo de analisar e estudar os comportamentos humanos numa perspectiva sistémica e focando as suas análises nas relações interpessoais.

Onde Fica Palo Alto?


Quando se reflecte sobre a história da evolução do ser humano desemboca-se inevitavelmente na problemática das condições que lhe permitiram a sobrevivência num meio natural hostil.
Como conseguiu evoluir fazendo face às adversidades da natureza, obtendo comida, protegendo-se de agressões de grupos rivais, aguçando o engenho e criando novidades tecnológicas? As dinâmicas de grupo permitiram ao ser humano potencializar a sua criatividade e gerar um crescente fluxo contínuo de ideias que se foram alicerçando, camada sobre camada, e que constituem hoje a nossa herança cultural humana. E tudo isto só foi possível porque se constituiu em grupos, criando condições intrínsecas e extrínsecas de sobrevivência.
A condição gregária do homem não lhe é, no entanto, exclusiva. Diversos animais compartilham esta característica e, basicamente, os processos que os elementos de um qualquer desses grupos desenvolvem, para serem aceites e prosperarem, são muito idênticos aos que o ser humano efectua. Estabelecem-se códigos de conduta que permitem o funcionamento em grupo: definem-se funções, estabelecem-se regras de participação, criam-se tácticas de aceitação. O grupo fortalece-se e subsiste.
Muitas destas práticas encontram-se já no código genético do ser humano e continuam a ser tão importantes hoje como em antanho. A Psicologia tem dedicado parte da sua investigação aos processos psicológicos internos e externos das dinâmicas de grupo que permitem ao indivíduo prosperar individual e socialmente.

segunda-feira, 24 de maio de 2010


A Aceitação do outro, pelo que é, faz e representa, constitui um elemento básico de interacções sociais harmoniosas. Conseguir lidar positivamente com a diferença, respeitar o tempo e o espaço do outro e contudo encontrar espaço para o self pode ser o equilíbrio desejado para o sucesso da relação.

Afiliação


Afiliação é um processo a que o indivíduo recorre para fazer face às adversidades. A procura da redução de stress e do medo é uma das suas motivações. O medo promove atitudes de afiliação: “…os seres humanos afiliam-se para reduzir o medo” (Neto, 2000).
_______
Neto, Félix, Psicologia Social (2000). Lisboa: Universidade Aberta

Teoria da Vinculação


A Teoria da Vinculação pode ser vista como uma teoria sobre o desenvovimento socio-emocional, visto que defende que os seres humanos nascem munidos de um sistema de vinculação que lhes permite procurar a proximidade de uma figura que lhes forneça protecção e a base de segurança a partir da qual possam explorar o meio e, assim, desenvolver-se enquanto pessoas.

O papel do conceito de si próprio, assume importância na perspectiva de que a vinculação sensitiva e respondente não é só uma base de segurança, a partir do qual o indivíduo pode explorar o meio, mas também um elemento capaz de produzir a sensação de que o indivíduo é capaz de despertar cuidados por parte dos outros, aumentando-lhe as expectativas de eficácia pessoal, que se generalizam a outros contextos. Ou seja, a relação de vinculação é o espaço que vai fornecendo feedback ao individuo sobre aquilo que ele é, como se a figura de vinculação de um espelho se tratasse.