quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Conceito de Bullying



O Bullying traduz-se em comportamentos violentos perpetrados por uma pessoa ou grupo, sobre outro sujeito que, por motivos diversos (fragilidade física, psicológica, baixa auto-estima, isolamento, portador de deficiência física ou mental) não é capaz de se defender e que se torna o alvo repetido desses comportamentos, que podem ser classificados da seguinte forma: Bullying Físico; Verbal; Relacional; Sexual. O primeiro utiliza a violência física – empurrões, pontapés, murros, roubo dos objectos pessoais, danos dos seus pertences; o segundo traduz-se no insulto, ironia, sarcasmo, gozo, ridicularização; o terceiro leva à não inclusão ou exclusão do grupo; o quarto ao abuso físico de foro sexual - tocar nas partes íntimas do outro, comentários de cariz sexual, ofensivos, com linguagem obscena.A investigação sobre este fenómeno iniciou-se nos Estados Unidos, Grã – Bretanha e Países Nórdicos na década de 70 do século XX. “Ali recebeu o nome de bullying, assédio psicológico, moral e / ou físico. “ (Urra; 2007: 326) e que ocorre entre iguais.

Ainda a Teoria do Desenvolvimento de Vigotsky

Algumas ideias base sobre a Teoria de Desenvolvimento de Vigotsky:

As crianças constroem conhecimento;

- A aprendizagem pode ser estimulada;

- A aprendizagem não é uma actividade individual mas sim social;

- O desenvolvimento não pode ser separado do seu contexto social;

- A aprendizagem influencia permanentemente o desenvolvimento cognitivo;

- A linguagem desempenha um papel central no desenvolvimento mental;

- A aprendizagem escolar tem de ser congruente com o nível de desenvolvimento do aluno

- A zona entre a actividade independente e a actividade assistida é a Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP);

- É na ZDP que o professor deve focar a sua atenção;

Anúncio Contra o Bullying

O Conflito na Escola



Constata-se que todas as definições de conflito destacam oposição, antagonismo, choque, desordem. Ou seja, o conflito origina-se pela opinião divergente ou maneira diferente de ver ou interpretar. Advém da diversidade de interesses, desejos e aspirações – indiferente à noção restrita de erro e de acerto –, vincando posições, defendidas face a outras, diferentes.Todos vivenciamos a experiência do conflito (intra ou interpessoal), ao longo da vida. A aprendizagem daí resultante é mesmo imprescindível à saúde e ao amadurecimento biopsicossocial. Assim, sendo inevitável, um tratamento atempado e adequado da situação conflituosa ajuda a regular as relações sociais: ensina a ver o mundo pela perspectiva do outro; permite o reconhecimento das diferenças (por exemplo, na disputa de recursos); ajuda a definir as identidades das partes que defendem as suas posições; permite perceber que o outro possui uma percepção diferente; racionaliza as estratégias de competência e de cooperação; ensina que a controvérsia é uma oportunidade de crescimento e de amadurecimento social.Jonhson e Jonhson (1995, citados por Costa & Matos, 2007, pp. 75-76) classificam os conflitos na escola de controvérsia (incompatibilidade na procura de acordo); conceptual (incompatibilidade com o conhecimento pré-existente); de interesses (as acções de um interferem ou bloqueiam as de outro, na persecução de fins pessoais) e desenvolvimental (forças opostas de estabilidade/mudança, que ocorrem simultaneamente em actividades incompatíveis adultos/crianças). E, um exemplo de conflito interpessoal frequente na escola é o desentendimento. Entre pares. Nas hierarquias. Envolvendo alunos, pessoal docente e não docente, famílias e comunidades.Em espaços de gente, no contexto dos processos de ensinar e aprender, falta à formação docente especialização no ensinar os alunos a aprenderem a ser e a viver juntos (Delors, 1996). Exemplo disso é a incapacidade para identificar as circunstâncias que derivam do conflito ou nele redundam. Em geral (nas escolas e fora delas) o conflito só é conhecido quando produz manifestações violentas, sendo imperceptíveis a divergência ou antagonismo anteriores. Agimos, então, para resolvê-lo, reprimindo a manifestação violenta


Na escola, sendo a divergência de opinião causa objectiva de conflitos, não o é menos a dificuldade de comunicação, de assertividade, de diálogo. A massificação da educação garantiu o acesso de todos, mas expôs a escola a um contingente de alunos com diferentes vivências, expectativas, sonhos, valores, culturas e hábitos; obrigando-a a controlar – de forma algo atrapalhada – o caudal de violência, que advém do conflito criado pela diferença de conceitos ou de valor que professores e alunos dão à mesma acção; reagindo, em consequência, diversamente ao mesmo acto. A escola (ainda) está historicamente habituada a lidar com um tipo padrão de alunos: apresenta a regra e exige destes o devido enquadramento. No entanto, da diversidade do perfil dos alunos (e dos professores), decorre a maior possibilidade de diferença de opinião, logo, de conflito, numa comunidade treinada para o inibir, visto como negativo, como anomalia do controlo social.

Sobre o Bullying






O conceito de bullying surge nos anos 70 do século XX, nos E.U.A, na Grã-Bretanha e nos países nórdicos, como designação atribuída à violência física, psíquica e moral entre estudantes. Afonso & Cerviño (2006) citados por Urra (2009:326) definem bullying como «conduta agressiva e persistente no tempo, exercida por um indivíduo ou grupo, que provocam baixa auto-estima, isolamento, e exclusão social da vítma.» Já para Haber & Glatzer «o bullying é um padrão repetitivo ou crónico de um comportamento lesivo que envolve o intuito de manter um desequilíbrio de poder» ( 2009:20).



De acordo com esta última definição parece legítima a associação entre o bullying e a disfunção de comunicação que antes referimos como escalada.Enquanto forma de violência o bullying pode manifestar-se por insultos, ameaças, intimidação psicológica e agressão física. O ambiente escolar assume, por vezes um carácter competitivo e agressivo, mas o bullying não se refere situações pontuais, apresentando como traços caracterizadores a persistência no tempo e o aumento da intensidade e da frequência das agessões sobre uma mesma vítima. No âmbito do bullying surgem como mais frequentes as agressões verbais e indirectas, sendo a agressão física e o isolamento menos usuais. A ocorrência destes últimos implica sobretudo rapazes, quer como vítimas, quer como agressores.(Retirado do texto da Isabel Gouveia, minha colega de grupo)

sábado, 5 de junho de 2010

A Teoria da Actividade



Autores de referência:




Vygotsky












e Leontiev