
O conceito de bullying surge nos anos 70 do século XX, nos E.U.A, na Grã-Bretanha e nos países nórdicos, como designação atribuída à violência física, psíquica e moral entre estudantes. Afonso & Cerviño (2006) citados por Urra (2009:326) definem bullying como «conduta agressiva e persistente no tempo, exercida por um indivíduo ou grupo, que provocam baixa auto-estima, isolamento, e exclusão social da vítma.» Já para Haber & Glatzer «o bullying é um padrão repetitivo ou crónico de um comportamento lesivo que envolve o intuito de manter um desequilíbrio de poder» ( 2009:20).
De acordo com esta última definição parece legítima a associação entre o bullying e a disfunção de comunicação que antes referimos como escalada.Enquanto forma de violência o bullying pode manifestar-se por insultos, ameaças, intimidação psicológica e agressão física. O ambiente escolar assume, por vezes um carácter competitivo e agressivo, mas o bullying não se refere situações pontuais, apresentando como traços caracterizadores a persistência no tempo e o aumento da intensidade e da frequência das agessões sobre uma mesma vítima. No âmbito do bullying surgem como mais frequentes as agressões verbais e indirectas, sendo a agressão física e o isolamento menos usuais. A ocorrência destes últimos implica sobretudo rapazes, quer como vítimas, quer como agressores.(Retirado do texto da Isabel Gouveia, minha colega de grupo)

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