domingo, 4 de julho de 2010

Sobre as Actividades desta Unidade Curricular

As participações em Fórum foram muito produtivas pois não só me permitiram reflectir sobre as temáticas propostas como trocar ideias com os outros colegas.

As leituras para as quais as temáticas remetiam foram de modo geral muito enriquecedoras.

A construção do webfólio digital foi um desafio uma vez que nunca tinha construído um blogue. Uma indubitável mais-valia.

Os trabalhos de grupo foram uma forma muito activa de despoletar sinergias.

Sobre os Conteúdos desta Unidade Curricular









No geral considerei todos os temas interessantes particularmente...

... os conceitos de afiliação

... os conceitos de vinculação

... os padrões relacionais

... o Interaccionismo Simbólico

... a escola de Palo Alto

... o conflito na Escola

... o Bullying

A Minha Auto-Avaliação

As Relações Interpessoais sempre me interessaram muito e foi com muito interesse e curiosidade que me inscrevi na unidade Relações Interpessoais.

Estamos sempre a a prender e, mais uma vez, também aprendi nesta unidade curricular.

Gostei particularmente de redescobrir Palo Alto, de aprofundar os conceitos lançados por Vygotsky e de investigar sobre o Bullying.

Gostaria de deixar uma palavra de agradecimento a todos os meus colegas que me apoiaram e me incentivaram ao longo deste semestre.

Gostaria de deixar uma palavra de agradecimento à Professora Doutora Susana Henriques pelas suas orientações e pela sua presença constante na resolução das dúvidas que nos iam surgindo.

Cumpri com o que me foi proposto, mas fico com a sensação de que muito mais há por fazer. É um mundo a descobrir e, por sinal, entusiasmante. Obrigada a todos.

Link para livro de Xesús Jares, Pedagogía de la Convivencia

http://books.google.pt/books?id=Ue6CGTLPXhAC&printsec=frontcover&dq=pedagogia+de+la+convivencia&source=bl&ots=5Dk6kdUuqn&sig=2N9dBhbIqBErQ0jJQIBMU9aSc3A&hl=pt-PT&ei=DzwwTNP8M5G7jAe0t9GWBg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=3&ved=0CCEQ6AEwAg#v=onepage&q&f=false

O livro é muito interessante e alerta-nos para a importância de desenvolvermos na cultura educativa valores como o respeito e a ética,

Integrar para Educar, Educar para Integrar


O seguinte projecto constitui o meu trabalho final da Unidade Curricular de Relações Interpessoais, intitulado
"Integrar para Educar, Educar para Integrar- Um Plano de Convivência na Diversidade":



Índice………………………………………………………………………………… p. 2
Introdução……………………………………………………………………….….…p. 3
1. O Projecto “Integrar para Educar, Educar para Integrar” (IEEI)………..…….p. 4
1.1 O contexto…………………………………………………………..……. p. 4
1.2 Os objectivos ……………………………………………………………..p. 5
1.3 Os destinatários…………………………………………………………...p. 5
1.4 A equipa……………………………………….…………………………..p. 6
1.5 Os recursos ……………………………………………… ………………p. 6
1.6 O plano de actividades ……………………………………………..……..p. 6
1.7 A avaliação……………………………………………………………….p. 7
Considerações Finais……………………………………………………………..…..p. 8
Referências Bibliográficas……………………………………………………………p. 8

Introdução
Este trabalho faz parte da avaliação da Unidade Curricular “Relações Interpessoais- AICE” do Mestrado em Supervisão Pedagógica 2009-2011, da Universidade Aberta, cujo objectivo é a “..elaboração de um "Projecto de intervenção para a promoção de uma Cultura de Convivência, num contexto educativo específico". (Contrato de Aprendizagem).
Tendo presente esta premissa optou-se por elaborar um projecto, com base numa situação real experienciada pela autora, e a que foi dado o nome de “Integrar para Educar, Educar para Integrar” (IEEI).
O homem é um ser eminentemente gregário e as suas competências de gestão das situações em grupo foram, e são, determinantes para o seu sucessso enquanto ser individual e social. A socialização é, hoje em dia, feita em grande parte dentro do contexto educativo formal. Interagir, comunicar, aceitar e ser aceite são acções sistemáticas e permanentes da criança e do adolescente em idade escolar. Aceitar o outro, conviver com o outro, torna-se numa competência cada vez mais premente dentro da escola e cada vez mais decisiva dentro da sociedade alargada. A escola tem de integrar, não só no seu léxico mas também na sua prática, o conceito de Convivência. Sobre os conteúdos de uma Pedagogia da Convivência: “… la convivencia hace referencia a contenidos de muy distinta naturaleza: morales, éticos, ideológicos, sociales, políticos, culturales y educativos, fundamentalmente.” (Jares, 2006, p. 20).
O tema da Convivência é muito recorrente entre os autores da área da Educação, quiçá fruto das suas análises dos fenómenos de conflito e de ruptura social que a sociedade ocidental começou agora a sentir acintosamente. Javier Urra (2009) refere várias vertentes decisivas para o que designa “Educar na Convivência”: educar no ser, educar nos sentimentos, educar na ética, educar na igualdade, educar na tolerância e educar a ser solidário.
O presente projecto refere-se a uma proposta de intervenção educativa com vista a ultrapassar as dificuldades de socialização de alunos de uma escola secundária.


1. Projecto “Integrar para Educar, Educar para Integrar” (IEEI)
1.1 O contexto
A Escola Secundária do Professor Reynaldo dos Santos de Vila Franca de Xira, com 35 anos de existência, foi recentemente integrada num Agrupamento de Escolas do qual é sede. O Agrupamento em causa leva o seu nome e integra duas escolas de ensino pré-escolar e três escolas de 1º ciclo. A sua oferta educativa cobre desde o pré-escolar ao 12º ano de escolaridade com Cursos de Ensino Regular, Cursos de Educação Formação e Cursos Profissionais. Os seus quadros integram 103 professores, 22 auxiliares de acção educativa e 7 funcionários administrativos. A esmagadora maioria dos professores pertencem ao quadro permanente da escola e apresentam uma experiência média-longa de ensino. No geral os professores são dedicados à causa do ensinar e envolvem-se positivamente no desenvolvimento de competências dos alunos. O Agrupamento abrange uma população que ronda os 700 alunos.
A escola situa-se numa zona geográfica que integra uma população de características simultaneamente suburbanas e rurais e a população escolar reflecte exactamente esta diversidade de realidades sócio-económicas. As famílias dos alunos são maioritariamente de classe média, de classe média-baixa e de classe baixa. O desemprego afecta algumas famílias que recorrem cada vez mais aos apoios sócio-educativos escolares.

Nos últimos dois anos as taxas de situações de indisciplina explodiram exponencialmente, sendo uma das situações que preocupa toda a comunidade educativa. O assunto da indisciplina e dos comportamentos desviantes foram alvo de aturada reflexão por parte do Conselho Pedagógico do Agrupamento e foi por isso que, com renovado contentamento, este órgão deu todo o seu apoio ao projecto IEEI.

O projecto IEEI, discutido e provado pelo Conselho Pedagógico, passa a integrar o Projecto Educativo de Escola (PEE) e as suas actividades a fazerem parte do Plano Anual de Actividades (PAA). O Conselho Pedagógico deu também luz verde à criação de Comissão IEEI a qual tem o papel de conselho consultor do projecto e que integra professores, auxiliares de acção educativa, encarregados de educação e um membro da autarquia. Reúnem-se três vezes por ano: para enquadramento e lançamento do projecto, para balanço do projecto em curso e para avaliação do projecto.

1.2 Os objectivos
O projecto IEEI surge como uma tentiva de resposta a muitos dos problemas que alguns alunos sentem na sua vivência escolar. O projecto IEEI pretende ajudar os alunos a integrarem-se positivamente na escola, através de uma relação saudável consigo mesmo e com os outros, tendo presente os pressupostos dos princípios de uma sociedade laica e democrática, pautada por princípios de justiça social com vista à coesão social.

O projecto IEEI constitui-se como um espaço e um tempo de acção no qual alguns alunos se possam rever em termos de interesses e de motivações. O projecto IEEI almeja envolver toda a comunidade educativa no sentido de transmitir a noção de responsabilidade colectiva sobre a correcção de comportamentos desviantes e também no sentido de facilitar os processos integrativos dos alunos em causa.

1.3 Os destinatários
O projecto IEEI é transversal a todos os níveis de ensino dos alunos da Escola Secundária do professor Reynaldo dos Santos. O projecto IEEI desenvolverá actividades de diversas naturezas e será dirigido preferencialmente a alunos referenciados como agentes de comportamentos conflituosos. Os alunos em causa poderão ser identificados pelo órgão de gestão da escola, pelo conselho de turma ou pelo director de turma.
O projecto IEEI procura criar dinâmicas de grupo positivas reforçando a auto-estima e o respeito pelos outros. A importância do grupo é realçada por muitos autores: «Os grupos fornecem à pessoa uma definição reconhecida de modo consensual e uma avaliação de quem é, como se deve comportar e omo será tratada pelo outro.» (Neto, 2000).

O projecto IEEI pretende dinamizar o voluntariado no seio dos discentes procurando integrar nas suas actividades outros alunos que possam dar um contributo positivo, nomeadamente através de acções de mediação de pares. «Os alunos mediadores apoiam os seus pares para que explorem, sistematicamente, os assuntos e efectivem uma resolução de problemas em colaboração.» (Costa & Matos, 2007, p. 77)

1.4 A equipa
O projecto IEEI integra a tempo permanente um professor e um psicólogo que serão os responsáveis pela concepção e implementação do projecto.
Estes elementos procurarão também incluir alunos que possam integrar nas suas Áreas de Projectos actividades afins com o projecto IEEI. Os responsáveis do projecto tentarão também, e de acordo com as actividades em causa, envolver professores, encarregados de educação e auxilires de acção educativa.
Os responsáveis do projecto IEEI respondem perante a Comissão IEEI.

1.5 Os recursos
Ao projecto IEEI é adjudicada uma sala, com boa localização no espaço da escola em termos da movimentação dos alunos. A sala será equipada com 10 computadores, uma impressora, telefone com linha interna e com acesso ao exterior um videoprojector e acesso à Internet.
O projecto IEEI constituirá um centro de custo da escola e disporá de um orçamento a ser definido.

1.6 O plano de actividades
O projecto IEEI propõe-se a realizar diversas actividades anuais as quais se passam a designar de fixas e de flutuantes.

Entre as actividades fixas incluem-se:
- um evento anual, de âmbito alargado que inclua como convidados: alunos, EEs, professores, autarquia e representantes das forças vivas do concelho. Este evento pode ter a forma de um espectáculo e tem como objectivo divulgar as habilidades dos alunos envolvidos no projecto e manter viva a mensagem do projecto dentro da comunidade escolar e social;
- três eventos por ano lectivo, de dimensão mais modesta, e que pode revestir a forma de uma exposição, de um dia aberto, de um debate, etc.

Entre as actividade flutuantes incluem-se:
- dinamização da sala do projecto IEEI;
- organização de um horário de atendimento de acompanhamento psicológico;
- dinamização de acções de tutorias;
- organização de um gabinete de gestão de conflitos;
- dinamização de equipas de mediação de conflitos: “… la mediación debe utilizarse cuando los canales de comunicación están rotos entre las partes en conflicto” (Jares, 2006, p. 171);
- dinamização de ateliers artísticos para os alunos;
- promoção de acções de formação para professores sobre gestão de conflitos e sobre outras temáticas afins;
- promoção de uma “Escola de Pais”.

O plano de actividades será definido antes do início de cada ano lectivo, aprovado em Conselho Pedagógico e incluído no PAA.
O plano de actividades será convertido em um cronograma de acção, o qual deverá ser divulgado a toda a comunidade educativa.
Os responsáveis do projecto IEEI deverão desenvolver esforços no sentido de elaborar um Regimento do Projecto IEEI (a estar concluído no final do 1º período), assim como um Regulamento de funcionamento da respectiva sala (a estar concluído antes da abertura da sala).

1.7 A Avaliação
O projecto IEEI será alvo de dois tipos de avaliação: a interna e a externa.

A avaliação interna é da responsabilidade dos responsáveis do projecto e deverá constar de uma auto-avaliação intermédia e de uma auto-avaliação final.

A avaliação externa é da responsabilidade da Comissão IEEI e será feita no final do ano lectivo. Esta comissão deverá estabelecer mecanismos que lhe forneçam dados sobre a avaliação dos destinatários do projecto e da comunidade educativa no geral.

Considerações Finais
Perante a diversidade de situações que se colocam hoje em dia à escola, importa analisar e tratar selectivamente os desafios que se perfilam. Os conflitos entre alunos, e entre professores e alunos, é uma dolorosa realidade à qual não há como escapar. Tratar o assunto com realismo, com respeito e com assertividade pode ser um caminho a seguir. As respostas não estão garantidas, mas ignorar o assunto não ajuda com certeza.
Promover a divulgação de princípios e de valores que veiculem uma mensagem de respeito por si e pelo outro é certamente decisivo para o desejo de interiorização dos princípios democráticos.

Estamos crentes que, se bem que não em exclusivo, o projecto IEEI contribuirá para que alguns alunos consigam encontrar dentro de si ferramentas que lhes permitam lidar melhor com as suas próprias pessoas e, consequentemente, que lhes potenciem comportamentos e atitudes respeitadores dos outros e consonantes com os princípios democráticos, ou melhor dizendo, convivências saudáveis!


Referências Bibliográficas
- Costa, E.; Matos, P. (2007). Abordagem sistémica do conflito. Lisboa: Universidade Aberta.
- Jares, X. (2006). Pedagogia de la convivência. Barcelona: Graó
- Neto, F. (2000). Psicologia Social (vol.II). Lisboa: Universidade Aberta.
- Urra, Javier (2009). O Pequeno Ditador (15ª edição). Lisboa: A Esfera dos Livros

O Trabalho do Meu Grupo sobre Bullying


No início de Maio deste ano, e no âmbito deste mestrado, constituiu-se o seguinte grupo de trabalho: Isabel Ruivo,Glória Santos,Isabel Silva. O tema do trabalho era o Conflito na Escola. A estimada colega Isabel Ruivo lançou-nos um desafio em termos de metodologia: que o suporte de informação fosse um pequeno vídeo de nossa produção. Pânico geral! Nós, as outras colegasnão sabíamos trabalhar com o MovieMaker e mostrámos as nossas resistências. A Isabel sugeriu-se como realizadora, mostrou-se segura e acabámos por aceitar o desafio. Contribuímos naquilo que pudemos e... a obra nasceu

O Trabalho do Meu Grupo sobre Bullying

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Conceito de Bullying



O Bullying traduz-se em comportamentos violentos perpetrados por uma pessoa ou grupo, sobre outro sujeito que, por motivos diversos (fragilidade física, psicológica, baixa auto-estima, isolamento, portador de deficiência física ou mental) não é capaz de se defender e que se torna o alvo repetido desses comportamentos, que podem ser classificados da seguinte forma: Bullying Físico; Verbal; Relacional; Sexual. O primeiro utiliza a violência física – empurrões, pontapés, murros, roubo dos objectos pessoais, danos dos seus pertences; o segundo traduz-se no insulto, ironia, sarcasmo, gozo, ridicularização; o terceiro leva à não inclusão ou exclusão do grupo; o quarto ao abuso físico de foro sexual - tocar nas partes íntimas do outro, comentários de cariz sexual, ofensivos, com linguagem obscena.A investigação sobre este fenómeno iniciou-se nos Estados Unidos, Grã – Bretanha e Países Nórdicos na década de 70 do século XX. “Ali recebeu o nome de bullying, assédio psicológico, moral e / ou físico. “ (Urra; 2007: 326) e que ocorre entre iguais.

Ainda a Teoria do Desenvolvimento de Vigotsky

Algumas ideias base sobre a Teoria de Desenvolvimento de Vigotsky:

As crianças constroem conhecimento;

- A aprendizagem pode ser estimulada;

- A aprendizagem não é uma actividade individual mas sim social;

- O desenvolvimento não pode ser separado do seu contexto social;

- A aprendizagem influencia permanentemente o desenvolvimento cognitivo;

- A linguagem desempenha um papel central no desenvolvimento mental;

- A aprendizagem escolar tem de ser congruente com o nível de desenvolvimento do aluno

- A zona entre a actividade independente e a actividade assistida é a Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP);

- É na ZDP que o professor deve focar a sua atenção;

Anúncio Contra o Bullying

O Conflito na Escola



Constata-se que todas as definições de conflito destacam oposição, antagonismo, choque, desordem. Ou seja, o conflito origina-se pela opinião divergente ou maneira diferente de ver ou interpretar. Advém da diversidade de interesses, desejos e aspirações – indiferente à noção restrita de erro e de acerto –, vincando posições, defendidas face a outras, diferentes.Todos vivenciamos a experiência do conflito (intra ou interpessoal), ao longo da vida. A aprendizagem daí resultante é mesmo imprescindível à saúde e ao amadurecimento biopsicossocial. Assim, sendo inevitável, um tratamento atempado e adequado da situação conflituosa ajuda a regular as relações sociais: ensina a ver o mundo pela perspectiva do outro; permite o reconhecimento das diferenças (por exemplo, na disputa de recursos); ajuda a definir as identidades das partes que defendem as suas posições; permite perceber que o outro possui uma percepção diferente; racionaliza as estratégias de competência e de cooperação; ensina que a controvérsia é uma oportunidade de crescimento e de amadurecimento social.Jonhson e Jonhson (1995, citados por Costa & Matos, 2007, pp. 75-76) classificam os conflitos na escola de controvérsia (incompatibilidade na procura de acordo); conceptual (incompatibilidade com o conhecimento pré-existente); de interesses (as acções de um interferem ou bloqueiam as de outro, na persecução de fins pessoais) e desenvolvimental (forças opostas de estabilidade/mudança, que ocorrem simultaneamente em actividades incompatíveis adultos/crianças). E, um exemplo de conflito interpessoal frequente na escola é o desentendimento. Entre pares. Nas hierarquias. Envolvendo alunos, pessoal docente e não docente, famílias e comunidades.Em espaços de gente, no contexto dos processos de ensinar e aprender, falta à formação docente especialização no ensinar os alunos a aprenderem a ser e a viver juntos (Delors, 1996). Exemplo disso é a incapacidade para identificar as circunstâncias que derivam do conflito ou nele redundam. Em geral (nas escolas e fora delas) o conflito só é conhecido quando produz manifestações violentas, sendo imperceptíveis a divergência ou antagonismo anteriores. Agimos, então, para resolvê-lo, reprimindo a manifestação violenta


Na escola, sendo a divergência de opinião causa objectiva de conflitos, não o é menos a dificuldade de comunicação, de assertividade, de diálogo. A massificação da educação garantiu o acesso de todos, mas expôs a escola a um contingente de alunos com diferentes vivências, expectativas, sonhos, valores, culturas e hábitos; obrigando-a a controlar – de forma algo atrapalhada – o caudal de violência, que advém do conflito criado pela diferença de conceitos ou de valor que professores e alunos dão à mesma acção; reagindo, em consequência, diversamente ao mesmo acto. A escola (ainda) está historicamente habituada a lidar com um tipo padrão de alunos: apresenta a regra e exige destes o devido enquadramento. No entanto, da diversidade do perfil dos alunos (e dos professores), decorre a maior possibilidade de diferença de opinião, logo, de conflito, numa comunidade treinada para o inibir, visto como negativo, como anomalia do controlo social.

Sobre o Bullying






O conceito de bullying surge nos anos 70 do século XX, nos E.U.A, na Grã-Bretanha e nos países nórdicos, como designação atribuída à violência física, psíquica e moral entre estudantes. Afonso & Cerviño (2006) citados por Urra (2009:326) definem bullying como «conduta agressiva e persistente no tempo, exercida por um indivíduo ou grupo, que provocam baixa auto-estima, isolamento, e exclusão social da vítma.» Já para Haber & Glatzer «o bullying é um padrão repetitivo ou crónico de um comportamento lesivo que envolve o intuito de manter um desequilíbrio de poder» ( 2009:20).



De acordo com esta última definição parece legítima a associação entre o bullying e a disfunção de comunicação que antes referimos como escalada.Enquanto forma de violência o bullying pode manifestar-se por insultos, ameaças, intimidação psicológica e agressão física. O ambiente escolar assume, por vezes um carácter competitivo e agressivo, mas o bullying não se refere situações pontuais, apresentando como traços caracterizadores a persistência no tempo e o aumento da intensidade e da frequência das agessões sobre uma mesma vítima. No âmbito do bullying surgem como mais frequentes as agressões verbais e indirectas, sendo a agressão física e o isolamento menos usuais. A ocorrência destes últimos implica sobretudo rapazes, quer como vítimas, quer como agressores.(Retirado do texto da Isabel Gouveia, minha colega de grupo)

sábado, 5 de junho de 2010

A Teoria da Actividade



Autores de referência:




Vygotsky












e Leontiev

segunda-feira, 31 de maio de 2010

É Impossível Não Comunicar

É impossível Não Comunicar


Uma das mensagens importantes do Interaccionismo Simbólico é:


É Impossível Não Comunicar!


Todos os nossos gestos, sons, posturas comunicam algo. Até o silêncio!

O Interaccionismo simbólico

UM pequeno vídeo onde se apresentam três premissas de Blumer, o autor principal do Interaccionismo simbólico

sábado, 29 de maio de 2010


O interaccionismo simbólico, formulação teórica oriunda principalmente do campo da sociologia, é a mais ampla perspectiva sobre o papel da comunicação na sociedade, fornecendo um excelente ponto de partida para muitas outras teorias da interacção social.


De facto, os proponentes do interaccionismo simbólico sustentam que muitas das teorias da comunicação, linguagem e socialização estão realmente incluídas nesse quadro de referência mais amplo.


Na realidade, o interaccionismo simbólico não é uma teoria mas antes uma problemática teórica que pode englobar numerosas teorias específicas. As teorias inter-relacionam-se, sobrepõem-se e inserem-se em padrões teóricos e, frequentemente, é difícil saber onde termina uma teoria e começa outra.


No entanto, todas essas teorias aceitam o princípio fundamental do interaccionismo simbólico, a saber: A comunicação é primordialmente um processo de interacção simbólica


PREMISSAS COMUNS. O interaccionismo simbólico baseia-se num núcleo de premissas comuns sobre comunicação e sociedade.


Manis e Meltzer isolaram seis proposições teóricas básicas do interaccionismo simbólico:


A primeira premissa diz que a mente, o eu e a sociedade não são estruturas distintas mas processos de interacção pessoal e interpessoal.


Em segundo lugar, a interacção simbólica é um ponto de vista que enfatiza a linguagem como o mecanismo primário que culmina na mente e no eu do indivíduo.·


Em terceiro lugar, a mente é concebida como a interiorização de processos sociais no indivíduo.


Em quarto lugar, os interaccionistas simbólicos defendem que os comportamentos são construídos pela pessoa no decurso da sua acção. O comportamento não é puramente reactivo, de um modo mecanicista.


Em quinto lugar, o veículo primário para o comportamento humano é a definição da situação dada pelo actor social.


Finalmente, o eu é constituído, na perspectiva da maioria dos interaccionistas, por definições tanto sociais como pessoais (de natureza única). Nesse sentido, a pessoa contém a sociedade em si mesma, sem, no entanto, ser apenas um espelho dos outros significativos

Porquê Palo Alto?


Porque foi lá que se desenvolveu o Interaccionismo Simbólico.


A Escola de Palo Alto surgiu na Califórnia, nos anos 50, do século XX.


Reuniu sociólogos, antropólogos, psicólogos e outros especialistas formando uma corrente de investigação com o objectivo de analisar e estudar os comportamentos humanos numa perspectiva sistémica e focando as suas análises nas relações interpessoais.

Onde Fica Palo Alto?


Quando se reflecte sobre a história da evolução do ser humano desemboca-se inevitavelmente na problemática das condições que lhe permitiram a sobrevivência num meio natural hostil.
Como conseguiu evoluir fazendo face às adversidades da natureza, obtendo comida, protegendo-se de agressões de grupos rivais, aguçando o engenho e criando novidades tecnológicas? As dinâmicas de grupo permitiram ao ser humano potencializar a sua criatividade e gerar um crescente fluxo contínuo de ideias que se foram alicerçando, camada sobre camada, e que constituem hoje a nossa herança cultural humana. E tudo isto só foi possível porque se constituiu em grupos, criando condições intrínsecas e extrínsecas de sobrevivência.
A condição gregária do homem não lhe é, no entanto, exclusiva. Diversos animais compartilham esta característica e, basicamente, os processos que os elementos de um qualquer desses grupos desenvolvem, para serem aceites e prosperarem, são muito idênticos aos que o ser humano efectua. Estabelecem-se códigos de conduta que permitem o funcionamento em grupo: definem-se funções, estabelecem-se regras de participação, criam-se tácticas de aceitação. O grupo fortalece-se e subsiste.
Muitas destas práticas encontram-se já no código genético do ser humano e continuam a ser tão importantes hoje como em antanho. A Psicologia tem dedicado parte da sua investigação aos processos psicológicos internos e externos das dinâmicas de grupo que permitem ao indivíduo prosperar individual e socialmente.

segunda-feira, 24 de maio de 2010


A Aceitação do outro, pelo que é, faz e representa, constitui um elemento básico de interacções sociais harmoniosas. Conseguir lidar positivamente com a diferença, respeitar o tempo e o espaço do outro e contudo encontrar espaço para o self pode ser o equilíbrio desejado para o sucesso da relação.

Afiliação


Afiliação é um processo a que o indivíduo recorre para fazer face às adversidades. A procura da redução de stress e do medo é uma das suas motivações. O medo promove atitudes de afiliação: “…os seres humanos afiliam-se para reduzir o medo” (Neto, 2000).
_______
Neto, Félix, Psicologia Social (2000). Lisboa: Universidade Aberta

Teoria da Vinculação


A Teoria da Vinculação pode ser vista como uma teoria sobre o desenvovimento socio-emocional, visto que defende que os seres humanos nascem munidos de um sistema de vinculação que lhes permite procurar a proximidade de uma figura que lhes forneça protecção e a base de segurança a partir da qual possam explorar o meio e, assim, desenvolver-se enquanto pessoas.

O papel do conceito de si próprio, assume importância na perspectiva de que a vinculação sensitiva e respondente não é só uma base de segurança, a partir do qual o indivíduo pode explorar o meio, mas também um elemento capaz de produzir a sensação de que o indivíduo é capaz de despertar cuidados por parte dos outros, aumentando-lhe as expectativas de eficácia pessoal, que se generalizam a outros contextos. Ou seja, a relação de vinculação é o espaço que vai fornecendo feedback ao individuo sobre aquilo que ele é, como se a figura de vinculação de um espelho se tratasse.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sobre Vigotski

Vigotsky (1991) postulou a existência de dois níveis de desenvolvimento infantil: o
real e o próximo.

O nível de desenvolvimento real é a capacidade da criança de realizar atividades independentemente do outro.

Já a zona de desenvolvimento proximal está relacionada a capacidade em vias de ser construída, ou seja, àquilo que a criança consegue realizar desde que conte com auxílio.


Vygotsky

Zona de Desenvolvimento Proximal

sábado, 24 de abril de 2010

Abertura

Este blogue tem como objectivo o registo de ideias sobre a problemática das Relações Humanas.
Todos os que pretendam contribuir com ideias são bem vindos.