sábado, 29 de maio de 2010

Quando se reflecte sobre a história da evolução do ser humano desemboca-se inevitavelmente na problemática das condições que lhe permitiram a sobrevivência num meio natural hostil.
Como conseguiu evoluir fazendo face às adversidades da natureza, obtendo comida, protegendo-se de agressões de grupos rivais, aguçando o engenho e criando novidades tecnológicas? As dinâmicas de grupo permitiram ao ser humano potencializar a sua criatividade e gerar um crescente fluxo contínuo de ideias que se foram alicerçando, camada sobre camada, e que constituem hoje a nossa herança cultural humana. E tudo isto só foi possível porque se constituiu em grupos, criando condições intrínsecas e extrínsecas de sobrevivência.
A condição gregária do homem não lhe é, no entanto, exclusiva. Diversos animais compartilham esta característica e, basicamente, os processos que os elementos de um qualquer desses grupos desenvolvem, para serem aceites e prosperarem, são muito idênticos aos que o ser humano efectua. Estabelecem-se códigos de conduta que permitem o funcionamento em grupo: definem-se funções, estabelecem-se regras de participação, criam-se tácticas de aceitação. O grupo fortalece-se e subsiste.
Muitas destas práticas encontram-se já no código genético do ser humano e continuam a ser tão importantes hoje como em antanho. A Psicologia tem dedicado parte da sua investigação aos processos psicológicos internos e externos das dinâmicas de grupo que permitem ao indivíduo prosperar individual e socialmente.

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